Pesquisa:

Efeito do imunomodulador timomodulina sobre a contagem dos linfócitos T CD4 e T CD8 em pacientes HIV soro positivos

 


 

Apresentação e objetivo da pesquisa

 

Carga viral reduzida não é tudo.

 

Para um adequado controle do vírus HIV e a redução das doenças oportunistas faze-se necessário, além da carga viral reduzida, uma adequada contagem dos linfócitos T (CD4 e CD8) que permita ao sistema imunológico montar uma defesa contra germes invasores.

 

A timomodulina exerce uma modulação multidirecional, tanto sobre a medula óssea como sobre o sistema imune, podendo, consequentemente, ser considerado como um verdadeiro imunomodulador. De fato, os estudos in vitro realizados em animais e no homem, demonstraram que o produto oferece proteção contra os danos da radioterapia ou quimioterapia tanto para a série branca como para a vermelha.
A timomodulina também tem a capacidade de ativar o compartimento linfocitário B e T alterado por processos patológicos ou degenerativos (senilidade).

Este mecanismo de ação complexo diferencia a timomodulina dos demais extratos hormonais tímicos até agora estudados, por sua dupla atividade, mielo e imunomoduladora, é também, o único extrato que também apresenta atividade através de administração oral.

 

O objetivo desta pesquisa É quantificar a capacidade da timomodulina de elevar a produÇÃo de linfÓcitos T em pacientes portadores do vÍrus HIV-1/2.

 

 

 

 

 

Importância da pesquisa

 

A figura 1 mostra a variação da carga viral e da contagem das células T CD4 em um típico paciente HIV.

 

Nos dias atuais, dezenas de medicamentos antirretrovirais reduzem significativamente a carga viral e até mesmo a torna indetectável com uma sensível melhoria na qualidade de vida dos pacientes. Graficamente, esses medicamentos fazem a curva da carga viral tomar uma inclinação descendente (não mostrada na figura).

 

No entanto, faze-se necessária uma ação sobre o sistema imune no sentido de elevar a contagem das células T CD4 e T CD8 a fim de permitir condições de defesa contra germes oportunistas.

Graficamente, em azul na figura 1, ilustramos uma hipotética curva de elevação da quantidade de células T CD4.

 

hiv - evolução

figura 1. Evolução da infecção pelo HIV em função da contagem de células CD4 e carga viral.

 

Para os pacientes HIV isso significaria a redução de ocorrências de doenças oportunistas, redução nas internações, melhoria na ação do sistema imune sobre o vírus HIV;
Para o sistema público de saúde, redução dos gastos com internações e com medicações de ação contra doenças oportunistas.

 

 

 

Quais são as principais doenças oportunistas relacionadas com a contagem de T CD4

 

O gráfico abaixo mostra a trajetória típica da infecção causada pelo HIV. A contagem de CD4 equivale ao número dessas células por milímetro cúbico de sangue. À medida que o vírus progride, essa contagem se reduz e a vulnerabilidade do organismo aumenta.

 

infecções oportunistas

figura 2. Relação entre contagem de CD4 e infecções

 

 

 

Um sistema imunológico saudável tem de 600 a 1.200 células CD4 por milímetro cúbico de sangue. Considera-se que o paciente tem Aids quando esse número se torna inferior a 200.

A carga viral é o número de partículas do vírus por milímetro de sangue. Ela atinge seu auge no início da infecção, quando o vírus se replica rapidamente na corrente sanguínea.

Alguns portadores do HIV continuam saudáveis e sem sintomas do vírus por muitos anos e só depois desenvolvem a doença.

Outros, enquanto convivem com o vírus, sofrem de sintomas como perda de peso, febre e suores, infecções frequentes, manchas na pele e perda de memória.

 

Na medida em que o sistema imunológico se enfraquece e perde a capacidade de combater doenças, as infecções se tornam potencialmente fatais.

Os portadores do HIV são mais suscetíveis a doenças como tuberculose, malária, pneumonia e herpes. Quanto maior a redução das células CD4, maior também é a vulnerabilidade do paciente.

Os portadores do vírus também são mais vulneráveis a “infecções oportunistas”, causadas por bactérias, fungos ou parasitas. Geralmente combatidos com sucesso por organismos saudáveis, eles podem causar a morte de pessoas com sistemas imunológicos debilitados.

 

Candidíase e herpes:

A candidíase é uma infecção fungal que geralmente atinge a boca, garganta ou vagina. O vírus da herpes pode causar feridas tanto na boca quanto nos digitais.

As duas infecções, comuns entre a população em geral, ocorrem com maior frequência entre os portadores de HIV, mesmo entre aqueles com a contagem de CD4 relativamente alta.

Sintomas: a candidíase causa feridas brancas, deixa a boca seca e provoca dificuldades para engolir. A herpes provoca bolhas dolorosas na área afetada.

 

Tuberculose:

A doença é a maior responsável pela morte de pacientes com Aids no mundo. Muitos países enfrentam uma dupla dose de epidemias: a da Aids e a da tuberculose.

Muitas pessoas são portadoras da bactéria causadora da tuberculose, mas apenas uma parcela desenvolve a doença. Entre os portadores do HIV, porém, o número de casos de tuberculose é 30 vezes maior.

A tuberculose ataca inicialmente os pulmões. Posteriormente pode atingir também os nódulos linfáticos e o cérebro.

Sintomas: tosse severa, muitas vezes com sangue, dor no peito, fadiga, perda de peso, febre e suores noturnos.

 

Cânceres do Sistema Imunológico:

Os portadores do HIV enfrentam maior risco de desenvolver cânceres do sistema imunológico, conhecidos como Linfomas Não-Hodgkin. A doença pode atingir qualquer parte do corpo, incluindo o cérebro e a espinha, e provocar a morte no período de um ano.

O câncer pode surgir com qualquer contagem de CD4 e é geralmente tratado com quimioterapia.

Sintomas: inchaço dos nódulos linfáticos, febre, suores noturnos e perda de peso.

 

Sarcoma de Kaposi:

O Sarcoma de Kaposi é um tipo de câncer comum entre homens portadores do HIV. A doença causa manchas vermelhas ou roxas na pele. Também pode afetar a boca, os nódulos linfáticos, o aparelho gastro-intestinal e os pulmões. Com isso, pode se tornar fatal. O Sarcoma de Kaposi geralmente atinge pacientes com contagem de CD4 inferior a 250, mas tende a ser mais grave quando a contagem é menor.

Sintomas: lesões na pele, falta de ar (caso o pulmão seja atingido), sangramento (se o aparelho gastro-intestinal for afetado).

 

Pneumonia:

A pneumonia é historicamente uma das maiores causas de morte entre os portadores de HIV, mas agora já pode ser tratada e prevenida com medicamentos. A doença costuma atingir os pulmões. Também pode afetar os nódulos linfáticos, o baço, o fígado e a medula. Geralmente ocorre nos casos de contagem de CD4 inferior a 200.

Sintomas: febre, tosse seca e dificuldade para respirar.

 

Infecções cerebrais:

Os pacientes com HIV são vulneráveis a duas infecções que muitas vezes afetam o cérebro. Uma delas é a toxoplasmose, provocada por um parasita encontrado em animais. A outra é causada pelo cryptococcus, uma bactéria encontrada no solo, que causa meningite e pode levar o paciente à coma e à morte. A incidência dos dois casos é mais comum quando a contagem de CD4 é inferior a 100.

Sintomas: dor de cabeça, febre, dificuldades de visão, náusea e vômito, fraqueza em um dos lados do corpo, dificuldade em respirar (toxoplasmose) e rigidez na nuca (meningite).

 

Infecção no intestino (MAC):

A MAC (Complexo Mycobacterium Avium, na sigla em inglês) é causada por uma bactéria encontrada na água, na poeira, no solo e em fezes de pássaros. Ela atinge o intestino. Pode também se alastrar pelo sangue e afetar outras partes do corpo. A doença costuma atingir pacientes com contagem de CD4 inferior a 75.

Sintomas: cólicas, náusea e vômito, febre, suores noturnos, perda de apetite e de peso, fadiga e diarreia.

 

Risco de cegueira (Citalomegalovirose):

A citomegalovirose é uma infecção viral da família da herpes. Nos portadores de HIV, costuma causar a morte das células da retina. Essa doença, conhecida como retinite, pode provocar cegueira rapidamente se não tratada. A citomelovirose também pode afetar outras partes do corpo. O quadro pode atingir pessoas com contagem de CD4 inferior a 100, mais é mais comum em números inferiores a 50.

Sintomas (retinite): visão embaçada e prejudicada por pontos negros que se movem e pontos cegos.

------

(ir para o início da página)

 

 

 

Quem pode participar?

 

Pacientes portadores do HIV-1/2 com contagem de células T CD4 abaixo de 400 (células/mm³), independente de estar ou não tomando alguma medicação antirretroviral ou da carga viral. Residentes na região metropolitana do Recife, sexo masculino ou feminino (desde que não amamentando, não grávidas e não pretendam engravidar nos próximos doze (12) meses após o início da medicação).

------

(ir para o início da página)

 

 

 

Nunca fiz contagem de células T CD4, posso participar?

 

Sim, nesse caso faremos a entrevista individualizada, o teste rápida para identificação do sorotipo, o hemograma completo e a contagem de T CD4 e T CD8. A continuação no projeto e o uso da medicação ficam condicionados aos resultados desses exames. Voluntários com CD4 abaixo de 500 células por milímetro cúbico de sangue poderão continuar no projeto.

------

(ir para o início da página)

 

 

 

Como será a participação dos voluntários?

 

0. Apresentação

0.1 - Entrevista individualizada para preenchimento da Ficha de Acompanhamento;

0.2 - Assinatura do Termo de Consentimento;

0.3 - Teste rápido para identificação do sorotipo: HIV-1, HIV-2 ou HIV1-2;

 

1. Primeiro ciclo

1.1 - Encaminhamento para o laboratório (exames: Hemograma completo e contagem CD4 e CD8);

1.2 - Liberação do medicamento e orientação sobre sua utilização;

1.3 - 25 dias após o término da medicação: encaminhamento para o laboratório (exames: hemograma completo e contagem CD4 e CD8);

 

Intervalo de 3 meses

 

2. Segundo ciclo

2.1 - Encaminhamento para o laboratório (exames: Hemograma completo e contagem CD4 e CD8);

2.2 - Liberação do medicamento e orientação sobre sua utilização;

2.3 - 25 dias após o término da medicação: encaminhamento para o laboratório (exames: hemograma completo e contagem CD4 e CD8);

 

Intervalo de 3 meses

 

3. Terceiro ciclo (a depender dos resultados do segundo ciclo, poderá ou não ser realizado)

3.1 - Encaminhamento para o laboratório (exames: Hemograma completo e contagem CD4 e CD8);

3.2 - Avaliação dos exames e da necessidade de se repetir a medicação;

 

Intervalo de 3 meses

 

4. Quarto ciclo (a depender dos resultados do segundo e terceiro ciclos, poderá ou não ser realizado)

4.1 - Encaminhamento para o laboratório (exames: hemograma completo e contagem CD4 e CD8);

4.2 - Avaliação dos exames e da necessidade de se repetir a medicação.

------

(ir para o início da página)

 

 

 

Como faço para participar?

 

Entre em contato com o Dr. João Lucena por email ou telefone conforme abaixo:

 

email: joaolucenaneto@uol.com.br

 

Cel: 55 81 8895-0190

 

Recife - Pernambuco - Brasil

 

Se preferir, utilize o formulário de contato

 

------

(ir para o início da página)

 

 

 

Onde serão feitas as entrevistas para preenchimento da Ficha de Acompanhamento?

 

Vamos trabalhar no escritório virtual da Virtua Office no bairro de Boa Viagem, com agendamento de horário.

Veja no mapa abaixo como chegar no número 97 da rua Alexandrino Martins Rodrigues.

 

como chegar no Virtua Office foto do bompreço da domingos ferreira galeria centro sul

------

(ir para o início da página)

 

 

 

Não moro na região metropolitana do Recife. Posso participar?

 

Sim, mas nesses casos a participação fica condicionada ao preenchimento seguintes itens:

- arcar com as despesas de exames e medicamentos.

- morar em uma localidade que possua laboratório de análises clínicas para a realização do Hemograma completo e contagem de células T CD4 e CD8.

- morar em uma localidade que possua farmácia que disponha do xarope de timomodulina ou cápsulas (nome comercial Leucogen, do laboratório Aché). Cada embalagem custa em torno de R$ 80,00 (xarope) e R$ 105,00 (caixa com 20 comprimidos). São necessários três frasco do xarope ou uma caixa de comprimidos por ciclo. Portanto a opção comprimidos é mais econômica.

- imprimir, assinar e nos enviar o Termo de Consentimento.

- enviar os resultados dos exames via fax ou, se o laboratório emitir os resultados via internet, nos enviar o arquivo gerado via email (anexado).

- ser pontual na realização dos exames e no uso da medicação.

 

------

(ir para o início da página)

 

 

 

Quais os resultados obtidos? (ainda não conclusivos - agosto/2011, novembro/2011, fevereiro/2013)

 

(atualizado em fevereiro/2013)

Os dados abaixo são referentes a um voluntário portador do HIV-1, diagnosticado em 1998, medicado com os seguintes retrovirais: Zidovudina(ZDV) + Lamivudina(3TC) + Tenofovir(TDF) -- inibidores nucleotídicos da transcriptase reversa

Ritonavir(RTV) -- inibidor da protease de primeira geração

Darunavir(DRV) -- inibidor da protease de segunda geração

A Carga viral é indetectável.

 

A Timomodulina, numa dose diária de 80 mg durante 20 dias, aumentou o quantitativo de células CD3, CD4 e CD8 em níveis significativos tanto no primeiro ciclo, como no segundo.

 

Os dados na figura 3 podem ser tabulados como se segue:

-- primeiro ciclo --

CD3 (159%, de 722 para 1872 células/mm³)

CD8 (220%, de 370 para 1185 células/mm³)

CD4 (79%, de 313 para 562 células/mm³)

 

-- segundo ciclo --

CD3 (20%, de 1872 para 2248 células/mm³)

CD8 (22%, de 1185 para 1447 células/mm³)

CD4 (20%, de 562 para 676 células/mm³)

 

-- intervalo para o terceiro ciclo --

CD3 (17%, de 2248 para 2637 células/mm³)

CD8 (6%, de 1447 para 1534 células/mm³)

CD4 (39%, de 676 para 942 células/mm³)

 

-- terceiro ciclo --

CD3(-26%, de 2637 para 1941 células/mm³)

CD8(-22%, de 1534 para 1194 células/mm³)

CD4(-32%, de 942 para 634 células/mm³)

 

-- intervalo para o quarto ciclo --

CD3 (-24%, de 1941 para 1480 células//mm³)

CD8 (-10%, de 1194 para 1071 células//mm³)

Cd4 (-48%, de 634 para 332 células//mm³)

 

-- quarto ciclo --

CD3 (valores não obtidos)

CD8 (10%, de 1071 para 1177 células//mm³)

CD4 (48%, de 332 para 491 células//mm³)

 

Deve-se notar que no primeiro ciclo verificou-se tanto o efeito imunomodulador quanto o efeito amplificador (Enhancer). Imunomodulagem caracterizada por percentuais diferentes de amplificação das três linhagens de células T estudadas. Já o segundo ciclo foi dominado pelo efeito amplificador com uma quase ausente imunomodulação (percentuais de amplificação quase idênticos: 20%, 22% e 20%).

 

modulacao celulas T CD4 e T CD8

figura 3 . Contagem de linfócitos T CD4 e T CD8 até o quarto ciclo da medicação. Voluntário REC-1.

 

Assim, esse voluntário, já no primeiro ciclo, conseguiu sair do grupo II (contagem de CD4 entre 200 e 499/mm³) para o grupo I (contagem de CD4 acima de 500/mm³). No segundo ciclo, o quantitativo de CD4 (676) entrou na faixa de normalidade (600 a 1200). No intervalo entre o segundo e o terceiro ciclo o quantitativo de CD4 aumentou para 942 e o de células CD8 praticamente permaneceu estável.

Nosso voluntário afirma "sentir-se mais disposto", "menos cansaço", "seus amigos perceberam um ganho de peso", "não sentiu nenhum efeito colateral com o uso da medicação".

 

No final do 3º ciclo, apesar do uso da Timomodulina, verificamos uma queda geral nas contagens dos tipos celulares. Provavelmente a medicação foi incapaz de exercer um efeito amplificador e o pico verificado no início do 3º ciclo pode ser representativo de uma resposta imunológico a algum agente microbiano.

 

Podemos concluir, preliminarmente, que a timomodulina teve um forte efeito sobre o sistema imunológico no primeiro ciclo e um efeito moderado no segundo. O aumento de células T CD4 no intervalo do segundo para o terceiro ciclo, bem como a redução do quantitativo durante o 3º ciclo, indicam que o SI não mais necessitou da medicação para responder positivamente ou regular negativamente os níveis das células de defesa.

 

Os dados sugerem:

1) que o sistema imunológico "prefere" operar em nível basal.

2) que a timomodulina teve um efeito imunomodulador maior sobre a linhagem T CD8, não mais verificando-se quedas

significativas no quantitativo (manteve-se acima de 1000 células/mm³ após o início do tratamento).

 

Para esse voluntário, no 5º ciclo, vamos observar se o nível basal do CD8 se manteve e se verificamos alguma tendência de nível basal para a linhagem T CD4.

 

------

(ir para o início da página)

 

 

 

Copyright © 2011 by myself, using Adobe Dreamweaver and Fireworks CS5. All rights reserved.